Relação com o dinheiro
Um homem dos seus trinta e poucos anos, cansado de trabalhar duro, de se entregar e, ainda por cima, sabendo que o seu trabalho tinha valor, achou estranho estar sempre com falta de dinheiro. Assim que encontrava um emprego novo, rapidamente começavam a dar-lhe mais trabalho e mais responsabilidade, mas sem lhe oferecerem um aumento de salário. E via-se forçado a mudar de emprego de novo. Mas a situação repetia-se. Por vezes, assim que começava a conseguir poupar um pouco, aparecia-lhe uma surpresa que lhe levava quase a liquidez toda. Sendo uma pessoa aberta à espiritualidade, sabia perfeitamente que isso tinha que ter uma causa, as coisas nunca acontecem por acaso. Conhecia bem o 6º Princípio do Kybalion, o Princípio da Causa e Efeito, que diz: Toda a causa tem o seu efeito; todo o efeito tem a sua causa; tudo acontece segundo a lei; o acaso é apenas um nome para a lei não reconhecida; existem muitos planos de causalidade, mas nada escapa à lei. Também sabia que as causas do que nos acontece repetitivamente estão dentro de nós. Por isso é que as coisas se repetem - porque as carregamos connosco para onde quer que vamos. E, ainda por cima, também estava consciente que a vida nunca nos trata mal, apenas nos dá mensagens que, por vezes, não reconhecemos, ou não reparamos, ou temos dificuldade em aceitar. E então, por Amor, se não entendemos quando a vida sussurra, a vida levanta um pouco a voz. Finalmente, perante toda esta Consciência mas ainda sem encontrar explicação, decidiu procurar dentro de si a causa desta dificuldade e encontrar a abundância e a prosperidade. E, por isso, veio fazer uma leitura connosco. Começámos por explicar que não somos seres de luz recentemente, há muitas encarnações que procuramos Luz e entendimento porque é essa a nossa natureza - somos buscadores. Durante muito tempo, e até há pouco, o entendimento mais profundo da vida estava guardado (para não dizer escondido) nos mosteiros, onde os monges renunciavam à vida mundana para se entregarem totalmente ao estudo. No entanto, o preço a pagar era a renúncia aos bens materiais e, por isso, antes de serem aceites, tinham que entregar todos os seus bens à Igreja, como se de uma purificação se tratasse. Essa renúncia, infelizmente, era feita de forma ceremonial, e isso dava-lhe um impacto que transcendia a encarnação presente. Como se fosse o nosso próprio Espírito a formalizar esse voto de pobreza, renunciando aos bens materiais em todas as suas encarnações. Ao entender isso, deu-se conta que todos aqueles que tinha encontrado até então e que, até esse momento, achava que se estavam a aproveitar dele, estavam apenas a entregar-lhe uma mensagem de Amor, dizendo: "Carregas contigo um voto de pobreza e tens que te livrar dele". Começou, então, a trabalhar a um nível mais espiritual, procurando soluções que outros já tivessem encontrado para resolver situações semelhantes. Encontrou várias soluções, que foi experimentando com sinceridade, e acabou por conseguir voltar a abrir-se à abundância e à prosperidade, criando uma relação diferente com o dinheiro. Tomou Consciência que o dinheiro é apenas uma energia que o Universo nos envia, em resposta a coisas diferentes, tais como a auto-relação, a auto-valorização e o auto-respeito. Mas também tomou Consciência que carregava dentro de si um certo asco ao dinheiro e a quem o tinha.
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